SHERAZADE

E tentando despachar o assunto, invento a história de uma história que vivia na minha cabeça mas que não queria sair. Ela escondia-se e escondia-se porque não queria cair na minha boca e transformar-se em palavras e entrar nos ouvidos dos meninos. A história queria viver sossegada na minha cabeça.
E nas noites seguintes dos dias seguintes dos meses seguintes mesmo depois das histórias lidas, chega sempre o pedido: e agora a da história que vive na tua cabeça. E em todas as noites dos dias seguintes dos meses seguintes a história, teimosa, inventou mil pretextos para não sair da minha cabeça. E essa tornou-se a história da história.
Hoje umas mãozitas agarraram os meus cabelos, encostaram-se uns lábios e ouviu-se: Olá história, ainda aí estás? Tens que vir cá para fora. Estão 3 girassóis no jardim, há um gato que não tem medo de nós e vem cá a casa comer, o carro da mamã não anda, almocei comida de dieta. Tens que vir cá para fora. Ainda aí estás, História? Então adeus, boa noite, porta-te bem, com licença, até amanhã, beijinhos, adeus.
E só faltou dizer, desta que se assina....
3 Comments:
Que bom saber de vocês! Os girassóis estão lindos!! (Ah, que saudades do Verão!...) E olha, não deixes sair a história... quando sair morre: esse tipo de histórias só sobrevive em ambiente protegido! (Saudações à tua cabeça-estufa)
Mil beijos fresquinhos que aqui, hoje, estão menos de 10 graus iluminados de sol.
Que bom que é também, ter notícias tuas outra vez, Alexandra!!! E ouvir as tuas histórias... de histórias... e de histórias!!! Já tinha saudades das vossas histórias!
O susto passou-se para o lado de lá do jardim dos três girassóis.
Temos poesia, de novo
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