PORQUE TODOS OS DEUSES SÂO GRANDES

Ela nunca percebeu, de cada vez que visitávamos Bali, ou passeávamos num aeroporto, porque haviam senhoras com lenços na cabeça tão embrulhadinhos e casacos e luvas se não estava frio.
Desejando eu que ela cresça dentro do possível num ambiente multicultural, não achei correcto introduzir-lhe a temática falando-lhe em direitos das mulheres, opressão, obrigatoriedades. Porque para todos os efeitos e independentemente da minha opinião sobre assunto, há mulheres que usam o lenço com orgulho, que se passeiam de burqa, chador, niquab, abaya, jilibab, khimar, sem que isso lhes perturbe o sentido de serem mulheres.
Então comprei-lhe uma Fulla. Uma Fulla básica de hijab verde claro e saia comprida em tom creme, justa. A Fulla é uma espécie de Barbie Muçulmana. Pretende aumentar a autoestima das meninas Islâmicas e fazê-las aceitar com mais naturalidade o uso do véu. A compra da Fulla foi seguida de dia e meio de vergonha na Indonésia ao passear-me ao lado de uma criança que apontava com euforia cada senhora que passava gritando: “Mamã, Muçulmana, Muçulmana”. A Fulla serviu para lhe fazer a primeira introdução ao mundo da diversidade religiosa. Onde não existem religiões melhores, nem mais certas, onde cada um deveria procurar a divindade da forma que lhe traz mais conforto, e menos angústia, e deixar todos os outros em paz, e vivê-la no silêncio que continua ainda hoje a ser uma das melhores formas de comunicação neste tipo de discussões.
A Fulla já foi abandonada. O hijab dá demasiado trabalho a colocar.
Mas numa tentativa de aprender a pôr a pobre da boneca com um ar decente, descobri um novo mundo que me resolveu o problema das prendas de aniversário para os filhos dos amigos Muçulmanos!
Desejando eu que ela cresça dentro do possível num ambiente multicultural, não achei correcto introduzir-lhe a temática falando-lhe em direitos das mulheres, opressão, obrigatoriedades. Porque para todos os efeitos e independentemente da minha opinião sobre assunto, há mulheres que usam o lenço com orgulho, que se passeiam de burqa, chador, niquab, abaya, jilibab, khimar, sem que isso lhes perturbe o sentido de serem mulheres.
Então comprei-lhe uma Fulla. Uma Fulla básica de hijab verde claro e saia comprida em tom creme, justa. A Fulla é uma espécie de Barbie Muçulmana. Pretende aumentar a autoestima das meninas Islâmicas e fazê-las aceitar com mais naturalidade o uso do véu. A compra da Fulla foi seguida de dia e meio de vergonha na Indonésia ao passear-me ao lado de uma criança que apontava com euforia cada senhora que passava gritando: “Mamã, Muçulmana, Muçulmana”. A Fulla serviu para lhe fazer a primeira introdução ao mundo da diversidade religiosa. Onde não existem religiões melhores, nem mais certas, onde cada um deveria procurar a divindade da forma que lhe traz mais conforto, e menos angústia, e deixar todos os outros em paz, e vivê-la no silêncio que continua ainda hoje a ser uma das melhores formas de comunicação neste tipo de discussões.
A Fulla já foi abandonada. O hijab dá demasiado trabalho a colocar.
Mas numa tentativa de aprender a pôr a pobre da boneca com um ar decente, descobri um novo mundo que me resolveu o problema das prendas de aniversário para os filhos dos amigos Muçulmanos!
3 Comments:
Gosto muito de indicar teu blog para os amigos!!! acho muito, muito bom!
e tem um post que conto pra todos os amigos: "da história que vivia presa dentro da cabeça" transborda ternura. leitura obrigatória!
parabéns!!!
oh Ed! obrigada!
É sempre bom quando passo por este cantinho...
Como estão as meninas?
Beijos
ps:. também não sei como se escreve bichanisse. bixanisse. byxaniçe. vyxanic.....!!!!
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